Certificação para uma internacionalização competitiva

A limitação de crescimento das empresas no mercado interno é apontada como o principal motivo de internacionalização. A obtenção de economias de escala e o consequente aumento de rentabilidade são também vertentes decisivas para estas empresas que, simultaneamente, procuram a redução dos riscos de negócio através da diversificação de mercados. No entanto, as probabilidades de sucesso em mercados internacionais vão depender de vários fatores determinantes para a sua competitividade, entre eles, a certificação.

Um programa de certificação inteligente e bem gerido repercute-se posteriormente no aumento de vendas e na redução de custos para os participantes. A qualidade do produto/serviço é significativamente melhorada, e estudos efetuados confirmam a existência de maior confiança e melhor avaliação por parte do consumidor, resultando na valorização da marca.

Existem certificações de Sistemas de Gestão, que incluem a Qualidade, o Ambiente e Sustentabilidade, Segurança e Saúde, entre outros, assim como os direcionados para os Produtos, Processos e Serviços, tendo como denominador comum o reconhecimento da competência das empresas, sendo para tal recomendado recorrer a organismos creditados.

De acordo com o IPAC (Instituto Português de Creditação), em 2016, já se encontravam certificadas cerca de 7 786 empresas portuguesas, e o número tem crescido de ano para ano.

Embora haja custos iniciais para criar e executar um programa de certificação, este aumentará não só o período de tempo e a qualidade do produto/serviço no mercado, como proporcionará um ótimo retorno sobre o investimento (ROI).