Porque falham as estratégias nas empresas?

Presentemente, muitas empresas ainda seguem uma estratégia "Plan-then-do", que envolve análises aos históricos, projetando-as nas previsões para os anos futuros. Segundo alguns peritos e estudiosos, no mundo acelerado de hoje e as incertezas que envolvem o mercado, bem como as condições competitivas, este tipo de abordagem plurianual é obsoleta e até perigosa para as empresas.

É comummente aceite por muitas empresas, a ideia de que a estratégia e a execução são atividades separadas, originando falhas nos resultados. Outra das principais razões para a falta de ação é que as "novas estratégias" muitas vezes não são realmente estratégias. Uma estratégia real envolve um conjunto claro de escolhas que definem o que a empresa vai fazer e o que não vai fazer. Muitas estratégias não conseguem ser implementadas, apesar dos amplos esforços das pessoas envolvidas, porque não representam um conjunto de escolhas claras.

Algumas das chamadas estratégias são também habitualmente confundidas com metas. Quando é definido por uma empresa que "Queremos ser o número um ou o número dois em todos os mercados nos quais operamos", isto é uma meta, porém tudo o que faz é relatar o resultado esperado, no entanto, não clarifica as estratégias necessárias a implementar de forma a alcançar o final desejado.

Outras ainda que podem representar algumas das prioridades e escolhas da empresa, não formam, contudo, uma estratégia coerente quando consideradas em conjunto com outras decisões postas em execução, como por exemplo, quando uma empresa decide que “Vamos aumentar a eficiência operacional, direcionando os negócios para os mercados X e Y, preterindo o mercado Z”. Estas, até podem ser excelentes decisões e prioridades, mas no seu conjunto, não formam uma estratégia.

Um erro comum no processo de implementação é que, após análise às várias iniciativas propostas pelo departamento responsável, muitos gestores não conseguem resistir a fazer uma seleção, escolhendo apenas as que mais gostam, quebrando assim toda a cadeia estratégica delineada, interferindo no resultado.

Finalmente, muitos processos de execução de estratégias falham porque simplesmente as empresas não têm algo realmente importante que valha a pena executar.

De acordo com especialistas nesta matéria, hoje as empresas de sucesso eliminam o gap existente entre estratégia e execução com uma nova abordagem estratégica que se pode descrever como "Decide-Do / Refine-Do". Esta ágil abordagem, test-and-learn, é mais adequada ao presente ambiente tumultuado dos negócios, uma vez que para além de ir permitindo ajustar os elos da cadeia estratégica, também ajuda a colmatar os abismos que existem em tantas empresas entre uma excelente estratégia, uma brilhante execução e um ótimo desempenho.