Como a Google quer reduzir os riscos associados à internacionalização?

O novo paradigma permitiu que a oferta de uma empresa conseguisse estar no bolso simultaneamente de potenciais clientes chineses e chilenos, de africanos ou de russos, de canadianos e de suíços, sem nunca ter posto os pés lá. As fronteiras deixaram de existir e a economia global na qual evoluímos é um mar de oportunidades dentro da qual a transformação digital dos mercados e das empresas abriu caminho a novas formas de crescimento para novos mercados, com um risco negativo moderado.

Os exemplos portugueses de sucesso abrangem variadíssimas áreas de negócio dentro das quais podem ser citadas a Prozis, a Talkdesk, a Farfetch ou ainda a 360 Imprimir. Na realidade, o virtual conseguiu reduzir os custos inerentes ao início de uma atividade e os subjacentes investimentos que daí advém. Permitiu uma mobilidade maior, revolucionando o modelo de retalho tradicional, muitas das vezes associado a um espaço físico, para poder estar no bolso de qualquer um, ainda mais perto da carteira dos nossos potenciais clientes.

Neste âmbito, no final do ano passado, a Google lançou o Market Finder, uma ferramenta de suporte aberta a todos, que permite ajudar as empresas a chegar a novos mercados com um risco moderado e apoia-las de diversas formas na escolha dos melhores mercados de destinos (através do fornecimento de estatísticas de negócio relevantes), bem como informação básica tanto de planeamento operacional, como logística, sistemas de pagamentos, enquadramento legal, impostos, customer care e recrutamento. Além disso, a ferramenta que a multinacional colocou no mercado é de acesso gratuito e ajuda a compreender a componente cultural de cada mercado, extremamente importante neste ramo.

As barreiras da internacionalização vão caindo dia após dia, tornando-se possível para qualquer empresa experimentar a internacionalização com poucos riscos e de forma apoiada.