A resposta mais prática e simples é mesmo: Não.

Já há alguns anos que se tem vindo a debater este tema, onde uns defendem que a segmentação demográfica é ainda uma realidade, e depois aparecem outros, com um modelo de pensamento disruptivo que nos mostram exatamente o contrário.

Os antigos segmentos demográficos já não preveem o comportamento dos consumidores. Um exemplo muito simples é o caso do Spotify. Como poderia esta aplicação fazer a segmentação? A sua estratégia é utilizar todos os dados que os utilizadores deixam na aplicação sem se aperceberem, desde o meio que utilizam para ouvir músicas (iphone, android, computador, tablet), género de músicas, momentos do dia em que utilizam até mesmo às imagens utilizadas para ilustrar os álbuns. Os algoritmos que vão descodificando, por exemplo, o género de músicas que o utilizador mais ouve, levando a que as sugestões de playlists e álbuns estejam de acordo com o seu gosto musical onde saltar uma música já é um dado com a qual o algoritmo vai trabalhar. Assim, quando as empresas desejam publicitar na aplicação terão que utilizar estratégias que talvez nunca antes imaginaram, por exemplo: O nosso público-alvo ouve que género de música? Em que momento do dia? Ao invés de pensar nos modelos tradicionais com base em dados demográficos para definir o seu público-alvo.

Em 2015 foi lançado o resultado de um estudo da PEW Research Center, onde se concluiu que 79% da Geração Boomers se descrevem a eles próprio como Geração Boomers, 58% da geração X se descrevem como geração X e 40% dos millenials se descrevem como millenials. Porque razão isto acontece? Porque a idade é cada vez mais um número, e não um estilo de vida, demonstrando que os velhos critérios de segmentação devem ser repensados.