A influência social e a nova arquitetura das marcas online

O sucesso de uma marca online possui uma diversidade de fatores que potenciam o seu sucesso. Contudo, há um fator que influencia hoje mais que qualquer outro: o efeito que as pessoas têm sobre a decisão das outras. Segundo Andjelic – senior VP global strategy director for Havas Lux Hub, esta influência social impulsionou as marcas a olharem para o seu aspeto social e analisarem os 4C’s:

Comunidade (Community)

Conteúdo (Content)

Curadoria (Curation)

Colaboração (Collaboration)

Estes elementos têm ganho cada vez mais relevância devido ao seu impacto no lançamento e comercialização de produtos, assim como, no modo como cria, captura e entrega valor aos seus clientes.

A comunidade é essencial para incentivar as marcas a criarem conexões sociais com os seus clientes, uma vez que estes são a sua principal fonte de valor. Por seu lado, para se desenvolver esta ligação, o conteúdo é fulcral e a partilha de histórias com as reais aspirações e personalidade da marca é cada vez mais valorizado. Para se conseguir implementar eficazmente esta estratégia, existe a chamada curadoria, que se baseia em atribuir um contexto e explicar aos consumidores o significado do objeto (produto/serviço) e como esse se pode encaixar no seu mundo. Por fim, a colaboração prende-se com a estreita relação que a marca cria com o seu público, além de usar os seus produtos/serviços, a marca deve ter o conhecimento do que os consumidores estão a ler, ouvir, experimentar e até mesmo falar.

Através da união destes quatro pilares, as marcas são capazes de criar a sua própria história de sucesso e aumentar a sua vantagem competitiva face aos concorrentes, projetando uma influência social de acordo com as características do seu consumidor.

Já conhece algumas marcas que implementam os 4C’s?

Damos-lhe o exemplo de duas:

  • Adidas desenvolveu o “Creators Club”, é um programa que conecta os consumidores da marca aos mais exclusivos e personalizados produtos, experiências e serviços.
  • Glossier conseguiu olhar além dos algoritmos e compreendeu que a atividade social era a fonte de valor do seu negócio. Assim, permitiu que os seus utilizadores partilhem as suas preferências de beleza, dando-lhes a possibilidade de criarem eles próprios os conteúdos e de partilhar.