Afinal a crise ainda não passou?

O Natal está a chegar e embora haja quem diga que “a crise já lá vai”, estudos da Deloitte demonstram que os portugueses se sentem menos confiantes relativamente ao estado atual da economia, tendo sido este um dos países que mais diminui o seu valor estimado de gastos dedicados às ofertas de Natal.

Assim, durante esta época festiva, os consumidores portugueses com idades compreendidas entre os 18 e os 65 anos planeiam gastar uma média de € 314 por agregado familiar com compras de Natal, menos 7,1% dos gastos estimados em 2017 e quase metade do registado em 2008 (ano marcado pela crise).

O incentivo ao consumo nesta altura festiva é também impulsionado por ações bastante apreciadas pelos portugueses, como as promoções, nomeadamente em ocasiões como a chamada 'Black Friday', assim como pelo aumento do valor investido em comunicação dedicada ao comércio eletrónico, resultando num aumento notório dos gastos feitos pelos consumidores através deste meio (penetração dos usuários de 62,8%) que, segundo a Statista, durante 2018 terá um valor de US$ 2.958 milhões, US$ 900 milhões dos quais, gastos nos segmentos de brinquedos, hobby e bricolage.

De facto, o uso crescente de dispositivos móveis com acesso à internet, juntamente com uma receita de US$ 162 milhões em 2018 no mercado de comunicação social digital, veio a alavancar o mercado do e-commerce, esperando-se que a receita gerada por este meio mostre uma taxa de crescimento anual (CAGR 2018-2023) de 9,1%, resultando num volume de mercado de US$ 4.566 milhões até 2023 (a penetração dos usuários deverá atingir 67,5% até 2023).

Contudo, e visto que os consumidores portugueses são também mais otimistas do que a média europeia, onde 37% da população afirma esperar que a economia evolua positivamente, espera-se que o próximo Natal venha a rechear ainda mais os sapatinhos dos portugueses, tanto a nível de compras online como offline.

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